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Manifesto Pau-Brasil na estética Modernista

  • Foto do escritor: isabellesiilva060
    isabellesiilva060
  • 12 de jul. de 2018
  • 2 min de leitura

O Movimento Pau-Brasil foi um dos principais movimentos da primeira fase do modernismo (Fase Heroica) que trouxe a poesia como forma de exportação brasileira, a fim de torná-la conhecida mundialmente.

O Manifesto, escrito por Oswald de Andrade e ilustrado por sua esposa Tarsila do Amaral, tinha um lado nativista e de valorização da poesia local, a brasileira. O nome faz uma referência ao primeiro produto exportado pelo Brasil, o Pau-Brasil. A partir disso, Oswald teve a intenção de fazer um jogo de palavras, assemelhando sua Obra ao produto, pois seu desejo era fazer com que a poesia fosse um produto cultural de exportação.

Apesar de o Manifesto ter sido uma das representações da cultura de “poetar” brasileira, a Obra foi alvo de críticas pelo Movimento Verde-Amarelo (este criado logo após o Movimento Pau-Brasil) devido ao caráter ufanista que o Manifesto apresentava, isto é, de extremo patriotismo, com valorização do passado histórico da formação do Brasil e com alguns traços racistas. Além disso, Oswald utilizou de uma linguagem coloquial e bem humorada em sua obra para retratar a identidade nacional, fato que demonstrou sua originalidade.

Contudo, o Manifesto Pau-Brasil foi uma obra de Oswald de Andrade que expôs o passado do Brasil (primitivismo) através da exaltação da identidade brasileira, escrito de forma entendível, sem traços acadêmicos, sendo, portanto, considerado um dos mais importantes textos do incrível Oswald, um escritor de destaque na literatura modernista brasileira.

"A poesia existe nos fatos. Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da Favela, sob o azul cabralino, são fatos estéticos ..... O lado doutor. Fatalidade do primeiro branco aportado e dominando politicamente as selvas selvagens. O bacharel. Não podemos deixar de ser doutos. Doutores. País de dores anônimas, de doutores anônimos. O Império foi assim. Eruditamos tudo. Esquecemos o gavião de penacho.”

(Trecho do “Manifesto da Poesia Pau-Brasil”)



Texto por Victor Augusto Pimenta Silva

 
 
 

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