80 anos de Vidas Secas
- isabellesiilva060
- 29 de ago. de 2018
- 1 min de leitura
Apesar de terem se passados 80 anos, vidas Secas ainda retrata temas que são realidade em varias partes do mundo.
Graciliano Ramos (1892-1953) escreveu Vidas Secas há varias décadas, mas inda é um tema atual. No último dia 20 de março, completaram-se 65 anos de sua morte.
Para Ricardo Ramos Filho, neto do autor, a história da miserável família de retirantes castigada pela seca não só não envelheceu como escapa da ideia regionalista constantemente associada ao autor.
Deslocamentos humanos forçados, fomentados por difíceis condições locais de vida, nunca deixaram de acontecer – e até se intensificaram nos últimos. Se pensarmos em termos de Brasil, a seca continua castigando o Nordeste, pouco se fez para melhorar a condição de vida dos desvalidos da região. Em termos mais gerais, e nisso Vidas Secas abandona a condição de romance regional, funcionando como mais uma prova de que a obra de Graciliano não seria puramente regionalista, o drama da família poderia ocorrer em qualquer lugar do mundo onde existam dificuldades climáticas, políticas, de existência. Poderia se passar na Síria, Bósnia, cantos miseráveis da África.
Com isso, é possível inferir que apesar de ter mais de 80 anos, a obra Vidas Secas ainda pode ser usada para entender a nossa realidade, precisando ser mais discutida e lida no ambiente escolar. Essa obra não denúncia apenas a realidade dos nordestinos e sim de todas as pessoas que sofrem vivendo em lugares quase inóspitos.
De: Pamela Alvarenga

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