De Um Certo Modernismo A Um Certo Capitão Rodrigo
- isabellesiilva060
- 24 de ago. de 2018
- 2 min de leitura
Um certo Modernismo, no Brasil, se iniciou com a Semana de 22, que trouxe um novo olhar para a arte brasileira. Pela primeira fase, o Modernismo despertou o interesse de vários artistas, assim como também foi alvo de muitas críticas. Seguindo as velhas ideias e trazendo novas, surge a 2° Geração Modernista (Geração de 30), que apresenta uma literatura mais “amadurecida”. Os livros escritos nessa fase apresentavam uma linguagem popular, próxima do cotidiano, o que facilitava o acesso da população, pois, dessa forma, o livro se tornava mais atraente e fácil de ser interpretado.
Um dos expoentes dessa trajetória foi Érico Veríssimo, o intérprete dos gaúchos. Érico foi extremamente fiel com sua escrita, sempre apresentando a relação entre o presente degradado por crises e revoluções e o passado histórico marcado pelo heroísmo do povo gaúcho na defesa de seu território, e é esse o tema principal de um de seus livros mais famosos: “Um Certo Capitão Rodrigo”. O livro relata a história de um Capitão Rodrigo que chega à cidade de Santa Fé. Contrariando o pedido do Coronel Ricardo Amaral Neto, Rodrigo permanece na cidade. Lá, ele conhece Juvenal, que é quem se torna seu melhor amigo mais tarde, e não demora muito até que ele se apaixone por Bibiana, com quem se casa e tem três filhos. Isso, porém, acaba despertando a inimizade do filho do Coronel, Bento Amaral, com quem disputou o amor de Bibiana.
No entanto, Rodrigo não se dá bem na vida de homem pacato e casado. Numa noite em que fica jogando até tarde, sua filha Anita morre, o que acaba deixando-o aturdido e desamparado, mas ele logo se anima com a chegada da Revolução Farroupilha, afinal, ele era um herói e adorava guerras e confrontos.
Por fim, permanece uma questão: talvez Rodrigo seja uma imagem de homem que Veríssimo admirava, um guerreiro cuidador, e o mais importante, um gaúcho firme que defende sua terra até a última gota de sangue. Ele foi um escritor espetacular que representou o modernismo em “Um Certo Capitão Rodrigo” com excelência e regionalismo sulista puro.
Texto por Victor Augusto Pimenta Silva



Comentários