top of page
Buscar

Cecília Meireles

  • Foto do escritor: isabellesiilva060
    isabellesiilva060
  • 11 de jun. de 2018
  • 2 min de leitura



Autora, jornalista, professora e carioca, Cecília Meireles, nascida no início do século XX, é considerada uma das poetas mais importantes da literatura brasileira, além de ter sido a primeira fundadora de uma biblioteca infantil no Brasil.

Cecília é tradicionalmente identificada como uma autora modernista, mais especificamente da 2ª fase do movimento, porém sua obra apresenta também influências simbolistas, românticas e parnasianas.

Em suas obras é perceptível como principais características:

· Não usa coloquialismos;

· Poesia intimista (que tende a ser simples; que é natural; que age de maneira espontânea);

· Neosimbolistas (Musicalidade, misticismo, sensações abstratas).

· Sensação do absurdo e da falta de sentido da vida contemporânea;

· Temática de abandono, solidão, melancolia (A morte se fez presente muito cedo na vida da autora, que perdeu a mãe com apenas três anos de idade. Assim, é perceptível o quanto a vida pessoal se insere na obra literária de Meireles);

· Jogos de imagens, sons e cores;

· Subjetivismo;

Contudo, mesmo com sua morte em 1964, Cecília continuou tendo influencia em vários cantos da arte brasileira, no entanto, a partir das características apresentadas acima, você consegue identifica-las na música “Canteiros” de Fagner lançada em 1974. Comenta aí!


Gabrielle Tereza.


Quando penso em você Fecho os olhos de saudade Tenho tido muita coisa Menos a felicidade

Correm os meus dedos longos Em versos tristes que invento Nem aquilo a que me entrego Já me dá contentamento

Pode ser até manhã Cedo, claro, feito o dia

Mas nada do que me dizem Me faz sentir alegria

Eu só queria ter do mato Um gosto de framboesa Pra correr entre os canteiros E esconder minha tristeza

E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza E deixemos de coisa, cuidemos da vida Pois senão chega a morte Ou coisa parecida E nos arrasta moço Sem ter visto a vida

Eu só queria ter do mato Um gosto de framboesa Pra correr entre os canteiros E esconder minha tristeza

E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza E deixemos de coisa, cuidemos da vida Pois senão chega a morte Ou coisa parecida E nos arrasta moço Sem ter visto a vida

É pau, é pedra, é o fim do caminho É um resto de toco, é um pouco sozinho É um caco de vidro, é a vida, é o sol É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol São as águas de março fechando o verão É promessa de vida em nosso coração



 
 
 

Posts recentes

Ver tudo
O modernismo- Isis Bez Birolo

" Se você ainda não aprendeu sobre o modernismo agora é seu momento" SE JOGA NA BATIDA!!! (Bárbara Armani) O Modernismo Enquanto o...

 
 
 
80 anos de Vidas Secas

Apesar de terem se passados 80 anos, vidas Secas ainda retrata temas que são realidade em varias partes do mundo. Graciliano Ramos...

 
 
 

Comentários


© 2023 por Blog da Paternidade

Orgulhosamente criado com Wix.com

  • Google+ Black Round
  • Facebook Black Round
  • Twitter Black Round

Av. Bernardino de Campos, 98, São Paulo, SP 12345-678

info@meusite.com

Tel: 011-3456-7890

Fax: 011-2345-6789

Faça parte da nossa lista de emails

bottom of page